sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Revisão dos arranjos

Estou quase terminando a revisão dos meus arranjos de musicas religiosas. Faltam apenas 14 musicas para rever. Mais uns 4 ou 5 dias e concluo essa revisão.
É interessantíssimo observar o meu raciocínio musical na década de 90, pois hoje, mais experiente, analiso melhor os arranjos religiosos daquela década. Não estou alterando nada no que se refere à criação da 2a. ou 3a. flauta e nem do piano. Considero como "imutável" tudo o que fiz e faço em relação aos arranjos, pois tudo teve um motivo, um raciocínio, uma resolução, etc...Para mim isso é importante para se traçar um perfil de maturidade musical e estética. Como tudo que fiz e faço é experimentado, considero como concluído e eu não altero nada depois de concluído. Parece teimosia, pode até ser e eu acho que é, porém, é assim que eu acho que deve ser.
Tem coisas lindíssimas, extremamente sensíveis, algumas musicas fica até difícil de tocar sem se comover!
Essas musicas religiosas tem uma beleza diferente de outras musicas: elas são diretas, objetivas, fáceis de entender. Tem um poder de reflexão enorme e mesmo que não queira, quem ouve acaba absorvido por um sentimento muito íntimo de paz e aconchego, e isso.... é muito bom!
Na semana que vem vou postar uma delas para vocês se deleitarem.
Vou postar também mais uma composição minha para flauta e piano. Ainda não consegui uma qualidade legal de som, mas estou trabalhando para poder melhorar a qualidade principalmente das flautas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Oração para a noite (C.Cr 556) piano e 2 flautas

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meu primeiro arranjo

Este foi o meu primeiro arranjo de música religiosa- "Oração para a noite"
O professor Lafaiete escolheu entre mais de 500 hinos do hinário Cantor Cristão, esse, de n° 556 de autor anônimo do século XIX.
Aproveitei somente a melodia, ou seja, a 1a. voz que nessa formação, piano e flautas, fica sendo a 1a. flauta. Desenvolvi uma 2a. voz para a 2a. flauta e depois o acompanhamento do piano. Nessa época eu não tinha computador e usava o método tradicional: papel, lápis e borracha. Fazia um primeiro esboço e depois um rascunho bem feito pois do contrário não se conseguiria ler. Após 2 ou 3 experimentações e já com o todo definido, eu fazia um rascunho muito melhor pois seria copiado pelo Fernandinho, nosso copista na fase do "manual".
Como falei anteriormente, esse arranjo foi um teste e deu certo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

1a. Modinha - para ouvir

Ainda não consegui um som razoável para a gravação, onde se ouça tanto as flautas quanto o piano.
Como ainda estamos em fase de ensaios para a gravação do CD das minhas composições, não tenho como postar um som real, com dinâmicas, etc. Então faço o seguinte com as musicas: gravo cada uma das 2 flautas e o piano no teclado, usando pistas de gravação. Do teclado passo para o pen drive no formato SMF. Descarrego no computador e usando o Switch Sound converto para mp3 que de todos os formatos, achei que era o melhor.
No teclado a gravação é ótima! Se você não estiver vendo, é capaz de apostar que está ouvindo ao vivo.
Já tentei gravar nos ensaios de várias maneiras mas não consegui qualidade alguma. Enquanto o CD não fica pronto, vou postando desse modo.
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Revisando meus trabalhos

Em julho comecei a revisar todos os meus trabalhos. Escolhi revisar primeiro os arranjos de hinos religiosos. Na década de 90, fiz um primeiro arranjo para 2 flautas e piano que serviu como um teste para prosseguir, ou não, uma série de vários hinos de diversas denominações. Como deu muito certo esse 1° arranjo, segui em frente. As músicas religiosas do nosso arquivo, recebem um novo nome porém abaixo desse novo nome existe a referência do hinário.
Meu parceiro e diretor do grupo, Lafaiete fez a coleta dos hinários e com esses hinários em mãos, passamos a selecionar as musicas que achávamos mais interessantes para que eu as arranjasse.
Trabalhei com o Cantor Cristão, Hinário dos Mórmons, Hinário Testemunhas de Jeová, Hinário Coreano, entre outros, e muita peça avulsa. Em todos os hinários haviam musicas belíssimas e foi difícil escolher representantes de cada denominação. A maioria desses arranjos foram feitos para 2 flautas e piano,mas fiz também para 3 flautas e piano, para 2 flautas soprano e 1 contralto, e piano.
Uma curiosidade é que alguns hinários não trazem referência alguma do autor da música, nem da letra e nem a data da criação da obra.
Esse trabalho levou mais de 2 anos para ser concluído, desde a coleta de material até a experimentação dos arranjos. Tivemos a oportunidade de experimentá-los, uma vez que eu e Lafaiete lecionávamos na mesma escola e tínhamos plena liberdade para ensaios e experimentações.
Alguns desses arranjos não tinham sido digitalizados e estou fazendo isso desde julho além de revisar todos os outros já digitalizados. Conto no meu arquivo de musicas religiosas uma média de 100 arranjos, sendo que faltam ser digitalizados 27 arranjos ainda. Na semana que vem postarei esse meu 1° arranjo que foi batizado pelo Lafaiete de "Oração para a noite" (piano e 2 flautas- 1991).
Entre uma composição e um arranjo, vou revisando meu arquivo de religiosos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Na década de 60.

Após o episódio do órgão da igreja, nunca mais tive contato com órgão, pelo menos até o final da década de 60.
Nessa mesma década, prossegui meus estudos de Piano com a Prof. Maria Stella Bartta, o curso de teoria musical com o Prof. Oswaldo J.L.Tolezano, o curso de Folclore e de Harmonia com o Prof. Irani de Oliveira.
Enquanto cursava o piano clássico, sempre procurava tirar as musicas populares da época e outras que minha mãe gostava da década de 30 e 40. Vez por outra, ela cantava e eu a acompanhava ao piano e digo que ela possuía uma voz maravilhosa, era super afinada e apaixonada por música. Quando comecei a estudar piano ela também começou a estudar acordeon ainda lá no bairro do Caxingui e quando mudamos para o Cambuci ela parou por falta de tempo. Porém, de vez em quando ela pegava o acordeon e tocava, sempre com muita alegria no olhar. Bons tempos.... e saudades imensas de Sebastiana Elza Tenan, minha mãe.
Naquela época, os estudos de piano eram acompanhados pelo Serviço de Fiscalização Artística e os conservatórios seguiam uma programação de conteúdo didático onde, para o exame de final de ano o aluno deveria estar com o programa completo, ou seja, um certo número de exercícios, peças e sonatas estudados ao longo do ano. Havia uma banca examinadora composta por 3 professores (sendo um deles, o professor do aluno), a diretora e a fiscal do SFA. Lembro de alguns integrantes de bancas formadas para meus exames:
Prof. Marisa Poppi, Prof. Mirian Morelli, Prof. Oswaldo J.L.Tolezano, Prof.Maria Stella Bartta, Prof. e Diretora do Conservatório Cinira Durce Tasso, Prof. Maria Helena Simões Piedade, Prof. Maria Lenka Russian e Fiscal
Nenny di Lorenzi e outros ainda que não me recordo o nome, porém guardo suas fisionomias.
Os exames de meio de ano, eram mais tranquilos onde só a metade da programação era exigida.
Vale ressaltar que o clima de exames naquela época era o mesmo que hoje envolve um Enem, talvez.
Além do instrumento, eram feitos os exames das matérias complementares também, como teoria e solfejo, harmonia, análise, folclore, história da música, pedagogia, canto coral, etc... Havia também uma nota mínima para passar de ano: nota 5.0. Também audições de meio de ano e de final de ano, além das intermediárias e a formatura.

domingo, 5 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Flores e Pérolas

Volto para complementar a postagem do dia 24 de junho de 2009, onde mostrei a partitura de "Flores e Pérolas" e agora apresento essa mesma partitura tocada. Trata-se de uma peça bem fácil para iniciação ou primeiro ano de piano.